16 fevereiro, 2009

(sem título XIII)

A saudade bem me atropela o peito nos finais de semana, quando penso que deveria sentir seu hálito e sequer ouço sua voz. E me arrebata as tardes pensar nos seus cabelos entre meus dedos, me lembra a sonolência de carinho bem feito e me dá tantos outros pensamentos.

Quando penso nos improvisos de nossa vida, os rumos desesperados de cada uma de suas pernas que te levam a cada dia para mais longe de mim. Cruelmente, cada manhã e cada tarde ao seu lado são sempre ainda melhores que as manhãs e tardes anteriores. Me deixam sempre uma esperança de consideração divina em prolongá-las por meses, mas parecem sempre menores.

14 fevereiro, 2009

Longe

É onde estou.

24 janeiro, 2009

Lento (marta)

Buscando o topo e a base. Eu quero estar em todos os lugares, falando com todas as pessoas. Depende, na verdade, de não acreditar na minha miudeza diante de tudo. Tudo. A cama anda fria e os armários espaçosos. A casa é só minha. E eu não sou ninguém.

Quantos dias faltam, ou sobram? Matam as horas, ou morrem no parapeito dos dias. As horas iguais, morrem nada: se esticam. Dias doem.