26 outubro, 2009

'o asfalto' ou 'como esquecer da vida em uma manhã de segunda'

Não deveríamos esperar que os pés suportassem o asfalto quente ou que nossos caminhos se cruzassem no topo da montanha mais alta nem que cães entendessem o porquê das borboletas. Mas são assim as coisas e o asfalto é quente quando chove. Sobe o vapor dos dias intensos de sol, contorsem-se os pés aliviados de dor.

E tudo o que passou é tão vazio, não nos resta a lembrança. Eu espero ainda sobreviver.

25 outubro, 2009

Não sei como entender isso.

Coloquei-me a rabiscar linhas tortas sem tamanho sem compromisso sem motivo gastando meu caderno de folhas caras que só tem mesmo servido p'ra esse tipo de inutilidade gráfica quando ela virou-se e pôs-se a rabiscar meu caderno com linhas sem tamanho sem compromisso e sem motivo disposta a gastar grafite no meu caderno de folhas caras que só tem mesmo servido pra esse tipo de inutilidade gráfica.

Depois ela desenhou alguns corações para mim.

Lua, da lua, sobre a lua

Se olhar a lua verá:
são luzes que refletem, são sombras, são manchas.
Não, ela não vê e muito mais se interessam por ela que ela por qualquer coisa.
Ela não sabe.

Parece a lua, mas isso é sobre você e seu reflexo.

Mas se pedir, terá:
o tudo é possível para aquela que ilumina a noite.
Não, ela não nega e muito mais oferece que qualquer um a ela.
Ela não precisa.

Parece a lua, mas isso é sobre você e sua vontade.