10 dezembro, 2008

Ainda

Será o tempo dos sapatos e das sandálias, o tempo dos pés no chão? É o tempo de correr no desespero, transitar entre os cômodos e percorrer distâncias mínimas com orgulho de quem vence maratonas. Ser estranho.

Eu como meus sonhos mas sou logo obrigado a devolvê-los ao mundo. São um tanto indigestos. E se remexem tanto fora quanto dentro de mim. Há dúvidas com relação ao que eu desejo, mas eu sempre desejo, é um cansaço de tanto desejar.

Eu me permito ver os insetos sob as pedras, acho menos digno pisoteá-los com meus pés imundos. Eu tenho medo de não ser tão convecional, mas eu não sou. Não sei, na verdade, qual medo me corrói mais. Eu tenho medos demais. E coisas mais interessantes para pensar.

4 comentários:

F. disse...

Você voltou!
vivaaaaaaa

Luiz Felipe Leal disse...

"Eu tenho medo de não ser tão convecional, mas eu não sou. Eu tenho medos demais. E coisas mais interessantes para pensar."

sim, vc pode.

vou te contar um segredo: (mais um dos meu medos) temo, e muito, os elogios. tolo.

um abraço forte.
"errar é das coisas que faço mais dignamente".

Vinícius Remer disse...

é tempo de por os pés no chão, tocar a realidade para que o sonho indigesto continue fazendo mal
Muito bom,
adoro ler você
bjoo

(marta) disse...

adorei esse final tb..
chave de ouro.