24 março, 2010

Descrente

Guardei-te a tristeza mais sincera de não ver-te na peleja da manhã.
Colocas sobre a mesa meu café, logo esfria.

Nossos pés se adoram um pouco mais.

Descrente,
observas. Talvez a realidade só lhe
seja possível quando me lacera
entre os dentes e seus dedos
entrelaçam as ramas do
meu cabelo macio,
massageando 
meu ego.

Buscas - parece - acorrentar-me em tuas retinas, enquanto observas, descrente.

Tudo que carece,
tudo que falta,
tudo que não é
evade.

Basta que agora acredites que existo, sou tua e para sempre,
por agora,
só.

3 comentários:

D i c a disse...

Agora estou a sua cara.

D i c a disse...

Isso é amar alguém.
Transborda inquietude.
(adorei a ordem desordenada das frases)

amor!

Carol Bottura disse...

oi flor, continua...

gostei de ser vento

c.
preparando tempestade...