18 setembro, 2009

(sem título XX)

(...)

pois me pedem o sublime, o intenso, o impossível - do verso concreto o mais palpável e do abstrato, o mais intangível. Na minha incompetência, exigem minha renúncia ("abandone as folhas, as canetas, os propósitos...") e no mais, não renuncio. Foram-se os dias que busquei compreensão. Sou ainda menos exigente comigo, que sou nada, e busco menos em mim que nos outros que me buscam. Se resta ainda a interrogação do objetivo que mesmo nada procura que não a própria intensidade, a própria lógica ou a própria consistência. E acabam esbarrando em mim quando encontram o mais sublime, intenso e impossível dos significados.

2 comentários:

Vinícius Remer disse...

Sempre acabo esbarrando em você, quando me derreto em tuas palavras, tão nuas, tão secas, tão cheias de propósito. Passam o tempo todo, nos julgando, cobrando. Para no fim perceber que sempre fomos o que(no início) eles diziam não entender...

@philipsouza disse...

da pra pensar ne em tudo isso.....cobranças. julgamentos e vida....