11 julho, 2008

Primeiro Devaneio de Caderno

Nos meus sonhos
(impérios flamejantes)
queima, hoje, a privação da chuva,
queima, hoje, a danação da seca,
queima o solo esturricado,
queima o vento.

Nos meus levianos sonhos
ardem as pontas das velas
ardem a solidão e o sofrimento
ardem os gritos da masmorra
(no meu porão incendiado).

Os meus sonhos
- desculpe-me -
não são feitos de possibilidades.

Nas minhas indagações existem delírios

Nos meus sonhos
- e só neles -
sonham os cavalos com verbos mais eficazes.

Um comentário:

Diana Borges disse...

. devaneios
nos torna mais vivos.

adoro poesia!
rimadas ou não
entediantes ou empolgantes
boas ou ruins.

gostando de ler, você!