28 julho, 2009

A quem dedico

Quando eu preciso de um caminho ou de uma história ou de um conselho eu chamo alguém. Nem sempre o mesmo, nem sempre vem. Naquilo que lhes cabe, são compreensíveis e fingem admitir a minha razão. Naquilo que me cabe, admito a minha insanidade e inconsequência, se percebo, e até entendo a impaciência de alguns com minhas dores. É quando me esqueço do que me levou ao fim, ou o que me trouxe de volta, os beijos que me acordaram, os sonhos que morreram. E, antes, cega, me esqueço também das minhas dores de sempre, das dores que cessaram e foram substituídas por outras que doem mais.

Quando meus cabelos se desarrumam eu sinto falta da mão que pretende me consertar, me amansar n'um afago demorado como o dia. Tudo o que tenho, no entanto, é o vazio de nada ter, e nada poder partilhar que não minha angústia. Sofrem então meus queridos, que nem de mim gostam tanto assim, com meus desesperos solitários. Não será necessária mais que uma pequena parte de mim destruída para que todos os horrores da alma cessem e se transformem em belos ensinamentos de vidas, dos quais me orgulharei, futuramente.

Perdão aos meus amigos. Preciosos. A quem dedico.

5 comentários:

Thayane disse...

Creio que não temos nada, e é com este nada que vivemos. Se tivéssemos algo, talvez a vida não seria tão boa.

eve disse...

Tudo que vc tem e que realmente é necessário esta dentro de ti. Na alma, o resto se descarta.

Hosana Lemos disse...

caramba, por um segundo acho que senti tua dor...
putz! esse foi profundo...

amei.

nana disse...

desculpa por ontem

Elba disse...

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Beijos!!!!