28 agosto, 2009

Belo Horizonte, de hoje para sempre, ou até nunca mais.

Já que precisa ser feito e, da forma como caminham as coisas entre nós, quem deve fazer sou eu, pretendo ser breve. Tamanho sofrimento já tem causado esse adiamento, você bem sabe do que estou falando. Pois bem, acabou.

Não chega a ser culpa sua, embora seja uma tentação sobrecarregá-lo e livrar minha duvidosa moral. De outra forma, preciso também ser sincera e lembrar que você não tem sido exatamente uma pessoa com a qual eu queira dividir algo. E eu não sou exatamente aquilo que você imagina de uma mulher. No final das contas a culpa é de ambos, ou podemos dizer que de nenhum de nós, tudo aconteceu cedo demais, da forma mais intensa e, também dessa forma, tudo se desgastou na mesma velocidade.

Eu te amo e não quero crer que o quanto você diz que me ama sejam só palavras. Você me ama, eu sei. Mas para que as coisas se acertem e que o foi eterno em nós possa permanecer agradável ao espírito, eu me permito ir.

Adeus.

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A brincadeira consiste em terminar um namoro por carta, estava louca pra que alguém me propusesse, e é claro que foi ela. Passo para Ana Maria, só pra ela, por uma simples curiosidade.

Um comentário:

Dica disse...

A carta, a carta..
Eu imaginei que fosse assim, que iria ser assim. Não espera menos, nem mais.
É a sua cara terminar, mesmo ainda amando.
você é dura, é bonita, é avulsa, é o avesso!

Gostei mais da sua.