30 agosto, 2009

(sem título XIX)

Descobre na boca a melhor palavra, a mais doce, a mais bela, a mais leve - a impronunciável e rara palavra. Quando da garganta surge o sopro voluptuoso, repousa o desejo e os dedos sossegam. O corpo suspira, repousa enfraquecido pelas marcas de recentes feridas - o corpo que flui, o corpo que derrama no corpo. Quando sobrevivente e ainda completo, espera a resposta silenciosa da metade de atributos. Comprova, por fim, o último abandono do outro - o desmerecido outro - e adormece. Recupera no sono a alma perdida, dividida, compartilhada no orgasmo.

5 comentários:

Dica disse...

Ah, Carmem!
Eu até já passei adiante.

o corpo que flui, o corpo que derrama no corpo... alma perdida, dividida, compartilhada no orgasmo."

é minha musa, sabe disso, né?

Gustavo Martinho disse...

Carmelita!!!
que mudança!?

não sei se é o layout...
quem disse que eu preciso te apresentar à minha amiga poetiza que cheira a sexo!
pokapokapokapokaoka...

adoro seus falsos rodeios...
daquele jeito que você finge que
vai ser impessoal, mas poem
o personagem á sua própria face!

paz...

Maria Helena disse...

Nooooooooooossa, ficou lindooooooooooo!!! Eu quero ajuda para colocar o meu no jeito!

1 z e r 0 disse...

mais contatos, gostei da idéia do chá!
aguardo mais escritos, idéias, sensações e sentimentos...

azul_dezoito@hotmail.com

paz!

Elba disse...

Você táimpossível....