12 junho, 2009

Sobre a sobrevida

Se é verdade que não temos tempo
e que eu não duro tanto mais nesta vida
eu devo me permitir te beijar sem culpa
- sem a culpa de alguém que viverá eternamente.

Se é verdade, porém, que há muito tempo,
mas que não importa - a morte é mesmo o fim -
eu, assim, devo me permitir te beijar sem culpa
porque após a morte só há o nada.

Se a verdade é que tenho tempo e ainda há mais:
existe culpa, julgamento e inferno
eu, então, devo me permitir te beijar sem culpa
porque tenho outros pecados piores, mais horrendos e menos perdoáveis.

Se, por fim, houver um deus decidido a me redimir
e é verdade que ele me ama apesar de tudo
eu, com certeza, devo me permitir te beijar sem culpa:
esse deus há de entender que te quero demais.

6 comentários:

Gustavo Martinho disse...

em textos reflexivos...mas se expressa melhor por poesia...
muito boa mesmo!

mas comentando o sentido...
no final percebemos que o tempo que passamos pensando...não fazemos...

muita paz e tranquilidade para você...

Elba disse...

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nós disse...

Elba disse...
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sábado, 13 de Junho de 2009 18h29min00s BRT


Nós disse...
Sei o necessário pra dizer que a poesia foi terrivelmente linda.

Por pior que possa parecer prefira fazer.

*Elnora
(te gosto múmia)

Vinícius Remer disse...

A poesia é linda, uma forma bonita de se falar que ama, gostei
;*

nana disse...

muito lindo =]

Priscila Lopes disse...

Carmen,
se for verdade
talvez não venha à tona
- porque tratando-se de sentimento
sempre há o que esconder