11 agosto, 2008

Carência

Eu que nunca larguei ninguém, que nunca fiz questão de nada, que nunca quis ser amado. Eu que tão quase nada tive que não aquilo que me dei. Eu que sou sem ilusão e acho um tédio enorme em tudo que brilha. Eu que escrevo. Eu que sei.

Eu que amo descontroladamente, mas eu que não sei me dizer. Eu que choro escondido, mas alto pra que me escutem. Eu que grito na sombra. Eu que tenho medo do escuro.

Eu que não me encontro. Eu que não acho nada. Eu que preciso de colo.

2 comentários:

Luísa disse...

"Eu que não fumo acendi um cigarro pra aquecer o inverno...Eu que não amo você"
Eu achei que isso tudo soou muito sincero. Bem de dentro.
E me identifiquei, mais ou menos.

felipe disse...

Eu que quero menos você, eu.